emagrecer, viver, espiritualizar-se, maternidade, filhas, mães, saudades, distâncias, amizades... caminhos
Monday, October 24, 2011
Chamo o Anjo da Sede,
Para que segure meus cabelos
Quando eu me debruçar para beber a água da vida.
Chamo os Anjos da Alegria,
Para brincarem de roda
Na calçada do mundo
Deixando tudo muito mais leve
Mais interessante
Nesse rodopio que me eleva
Chamo os Anjos da Noite
Para que me vigiem o sono
E me dêem boas idéias
Clareando meu pensamento
Com sonhos absurdos
Chamos os Anjos do Mistério
Para que me aticem a curiosidade
E me apontem o caminho
Que ainda não aventurei
Invoco o Anjo que me guia
Para que me faça cócegas,
E me sussurre segredos no ouvido,
Na hora da dor e do desconforto
Para que eu lembre de rir
E olhar tudo com os olhos de criança
Que Deus emprestou para mim!
Monday, October 10, 2011
Canção aos Anjos

Chamo o Anjo da Sede,Para que segure meus cabelos
Quando eu me debruçar para beber a água da vida.
Chamo os Anjos da Alegria,
Para brincarem de roda
Na calçada do mundo
Deixando tudo muito mais leve
Mais interessante
Nesse rodopio que me eleva
Chamo os Anjos da Noite
Para que me vigiem o sono
E me dêem boas idéias
Clareando meu pensamento
Com sonhos absurdos
Chamos os Anjos do Mistério
Para que me aticem a curiosidade
E me apontem o caminho
Que ainda não aventurei
Invoco o Anjo que me guia
Para que me faça cócegas,
E me sussurre segredos no ouvido,
Na hora da dor e do desconforto
Para que eu lembre de rir
E olhar tudo com os olhos de criança
Que Deus emprestou para mim!
Tuesday, October 4, 2011
Os Medos
Quem foi que deixou a luz acesa lá fora?
Deixando que meus medos
Achassem que já era a hora
De me acordar e me lembrar
Que a noite é tempo de sentimentos
Que falam sozinhos
Rondando os quartos,
A cozinha,
A sala…
Trancando vozes
Nos corredores sem fim
Das insônias?
Meu sono anda covarde
Escondido em algum buraco
Onde esqueci de procurar
Por isso os medos avançam
Quem disse que medo não tem força?
Os meus são fortes e persistentes
E ficam acesos - como a luz lá fora
Depositados nos meus olhos...
Friday, September 23, 2011
A Guerra da Cama
Eu brigo com a minha cama todas as noitesOra com frio, ora com calor
Eu chuto as cobertas
Ou me enrolo nelas
Noite sem descanso
Mal dormida
Os sonhos esbarram em mim - de leve
Para me avisar que eu estou cansada
Então a minha bexiga me avisa
Que eu estou envelhecendo
E eu danço valsas
Levantando e voltando para a cama
A noite toda…
As pernas exigem que eu me mova
O corpo busca espaços mais frios nos lençóis
Frescos e ainda inéditos
Barulhos repentinos me acordam
Mas eu já nem sei mais dizer se eram uma idéia de sono
E pertenciam a um projeto de sonho fora de lugar
Ou um ruído que insiste em me acordar
Eu sobrevivo essa batalha todas as noites
E sigo inconstante
O resto do dia
Thursday, September 15, 2011
A Árvore
Observo a árvore:
tronco grosso - robustez
folhas verdes na copa
um punhado de parasitas
que lhe roubam o verdadeiro verde.
Ninhos? Poucos...
Sulcos no tronco desenham um mapa -
mapa da terra de um povo.
Uma resina vermelha escorre -
não é sangue
Embora sangue soasse mais heróico.
… seiva - escapando - fora de controle
Desperdício...
E dentro da árvore,
um abominável cupim.
Saturday, September 10, 2011
Nessa sombra de casa
Os vultos percorrem os cantos
Cada qual com seu manto
Pra escurecer o dia.
Espiam pelas frestas
das janelas entreabertas.
Encarapuçados - carrascos de almas
De prontidão para nos levar
Desfazem fechaduras
Infiltram-se no piso
Empesteando cada vão
entre os tacos levantados
Umedecem as paredes
Exalando um hålito frio
Por fim, acomodam-se em nossas camas
e dormem um sono
sem hora de ir embora.
Friday, September 2, 2011
A torneira se abriu
Numa enxurrada de palavras e idéias
Inundou a alma
Que rangia enferrujada num vazio de inspiração.
Difícil controlar o fluxo
A corrente tem vontade própria
Vai solta, sem precaução –
É melhor seguir o natural.
Os respingos refrescam
Mas o arranhar das pedras
Ferem meu chão
A queda é conseqüência –
O clímax da minha navegação
Sem controle – sem bússola ou leme
Sigo à deriva dessa torrente
Hei de alcançar o vale
Que expande-se em minha mente.
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